A psicoterapia pode ajudar a criança a lidar com emoções, comportamento, relações e desafios do desenvolvimento, sempre considerando sua história, seu contexto e a participação da família quando necessário.
As famílias podem procurar psicoterapia por diferentes motivos. Em alguns casos, percebem mudanças no comportamento, no humor ou nas relações da criança; em outros, sentem que o filho está enfrentando dificuldades emocionais, sociais ou de adaptação e precisam de ajuda para compreender melhor o que está acontecendo.
A psicoterapia não parte da ideia de rotular a criança ou confirmar um diagnóstico. O objetivo é compreender o momento que ela está vivendo, acolher sua experiência e construir caminhos de cuidado que façam sentido para sua história, seu contexto e suas necessidades.
Quando a criança apresenta preocupações intensas, medos frequentes, insegurança, sofrimento na separação ou dificuldade para lidar com situações do dia a dia.
Quando há explosões emocionais, irritabilidade, dificuldade para se acalmar, baixa tolerância à frustração ou grande sofrimento diante de erros, limites e contrariedades.
Quando mudanças no comportamento, desafios na rotina, oposição, impulsividade ou dificuldades de adaptação em casa ou na escola passam a gerar sofrimento ou prejuízos.
Quando a criança enfrenta dificuldades para fazer amigos, se posicionar, lidar com conflitos, participar de grupos ou se sente mais isolada e incompreendida nas relações.
Quando separações, perdas, mudanças de escola, transições importantes ou outras vivências do contexto familiar e escolar repercutem emocionalmente na criança.
Quando a criança demonstra autocobrança excessiva, sensibilidade intensa, sofrimento emocional ou desafios ligados ao desenvolvimento que precisam ser compreendidos com mais cuidado.
A psicoterapia é construída a partir das necessidades de cada criança ou adolescente. O processo começa pela compreensão da demanda da família e considera a história, o desenvolvimento e os diferentes contextos em que a criança está inserida.
Ao longo do acompanhamento, os objetivos e estratégias podem ser revistos de acordo com as necessidades percebidas no processo.
Entender a história, a demanda da família e o momento vivido pela criança.
Organizar os objetivos do processo considerando idade, necessidades e contexto.
Criar um espaço de escuta, expressão e construção de estratégias adequadas à criança.
Orientar os responsáveis quando necessário, respeitando o espaço terapêutico da criança.
Acompanhar o processo e rever objetivos e estratégias de acordo com a evolução e as necessidades observadas.
O que aparece durante uma sessão é apenas uma parte da experiência da criança. Emoções, comportamentos e relações também acontecem em casa, na escola e em outros espaços importantes de sua vida.
Quando necessário, informações desses diferentes contextos podem contribuir para compreender melhor o que a criança está vivendo e para construir estratégias mais coerentes com suas necessidades.
A família ajuda a compreender como emoções, comportamentos, dificuldades e recursos aparecem na rotina da criança e em suas relações mais próximas.
Quando necessário, informações do contexto escolar podem ajudar a compreender relações sociais, adaptação, comportamento e situações que estejam repercutindo no bem-estar da criança.
Quando a criança já é acompanhada por outros profissionais, informações relevantes podem contribuir para uma compreensão mais integrada e para a continuidade do cuidado.
Cada criança ou adolescente possui uma profissional de referência, que acompanha diretamente o processo e constrói o vínculo terapêutico com a criança e sua família.
Ao mesmo tempo, o atendimento faz parte de um processo clínico organizado dentro do Instituto, com diretrizes compartilhadas e espaços estruturados de discussão técnica ao longo do acompanhamento.
Uma psicóloga acompanha diretamente a criança e sua família, conduzindo o processo terapêutico e acompanhando sua evolução ao longo do tempo.
Os objetivos e as estratégias são construídos considerando a idade, a história, as necessidades e o contexto de cada criança ou adolescente.
O Instituto mantém espaços estruturados de discussão técnica, permitindo que aspectos relevantes do acompanhamento sejam analisados e revistos quando necessário.
Dependendo da idade e das necessidades da criança, o acompanhamento pode incluir encontros e orientações aos responsáveis. A forma dessa participação é definida individualmente, respeitando também o espaço terapêutico da criança ou adolescente.
Se algo do que você leu se aproxima do que sua família está vivendo, podemos conversar. Conte brevemente o que tem preocupado vocês e nossa equipe poderá explicar como funciona o atendimento e quais podem ser os próximos passos.